Terra – 31/12/1999 – A virada do século

27 01 2010

 “Passa da hora de conscientizar a humanidade no sentido de esclarecer sobre a natureza dos Extraterrestres que trabalham no Planeta Terra…
Nós somos seres provenientes de outras estrelas, de outros sistemas, de outras galáxias. Nossas mensagens são de Paz e Amor e revelam a necessidade de encontrardes o vosso Cristo interno.
A nossa missão é restabelecer o Plano Divino sobre a Terra e vos auxiliar a erguer-vos perante Àquele que vos criou.
Amai-vos sempre.”
 

Ashtar Sheran 

 As festas estavam ocorrendo, nos mais diversos pontos do mundo. 

 Havia uma pressa geral no ar. 

 Todos queriam chegar a seus objetivos, antes da meia-noite. 

 Hoje era a noite da Festa do Século.

 Eu estava em casa, comemorando com minha família e alguns amigos mais chegados. 

 Todos os anos, desde que me casei, vinha passando a noite de Ano Novo na praia.  Mas essa noite seria especial.  Preferi ficar em casa, na tranquilidade e segurança de nossas sólidas paredes.

 Fazia muito calor no Rio de Janeiro; durante o dia os termômetros haviam registrado 42o à sombra.  Há muito tempo que a temperatura no verão havia disparado, sem diminuir a cada ano que passava.

 O medo, a incerteza, a esperança e o desespero, dividiam o espaço das emoções. 

 Alguns suspeitavam quanto ao fim do mundo ou o castigo final. Ou, talvez, Jesus estivesse voltando. 

 A “Febre do Milênio” havia tomado conta da maior parte das pessoas. 

 As manchetes nos jornais perguntavam: 

 “O Mundo vai acabar hoje?”

 A televisão mostrava que na Praça de São Pedro no Vaticano, estava ocorrendo uma vigília das horas, com todos os fiéis esperando a contagem regressiva.  Uma verdadeira multidão que considerava aquele local, como o mais seguro para se estar, caso houvesse um combate contra as hordas satãnicas.  Todos, ou quase todos, contavam em passar por uma epifania religiosa pessoal e global, presenciando o Apocalipse. 

Na Biblia, João já dizia: 

“Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.” 

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.”

Apocalipse de João 1.3 e 2.11

Outras pessoas estavam se preparando para o Big One, o grande terremoto que assolaria Los Angeles, naquela noite, tornando a cidade uma vila de fantasmas. 

 Alguns haviam ouvido falar que a Torre de Pisa estava se aprumando, a cada badalada do relógio. 

 Outros, afiançavam que teriam visto o braço da Estátua da Liberdade abaixar com a tocha. 

 Muitos ouviam sinos cósmicos, vários viam línguas de fogo.

 Nas igrejas e lugares santos, objetos se tornam sagrados e milagrosos.

 Começa a contagem regressiva.  São 23 horas e 50 minutos. Com mais de 10 fusos horários no mundo todo, ficou estabelecida como base, a hora do Vaticano, para a mudança formal do milênio.

10!  Estamos começando a enterrar nossos amigos de infância.  Isso nos força a encarar a nossa própria mortalidade.

 9!  A sincronicidade está aumentando.  A cada dia, mais e mais coincidências acontecem.

 8!  As correntes energéticas do universo estão unindo-se.

 7! As esferas invisíveis estão se tocando com mais frequência.

 6!  Quase todo mundo leva na mão, uma luz de algum tipo: vela, lanterna, tocha.

 5!   Ouve-se choros e risos.

 4! Grassa a ansiedade, de braços dados com a perplexidade.

 3!  Cânticos religiosos e profanos, iluminam o ar da noite.

 2!  Faces expressando suas emoções, do medo ao puro êxtase.

 1!  Feliz Ano Novo!  Feliz ano 2000!

 Nesse ponto, faço uma parada para pensar:

 – Afinal, vai ou não vai haver o 2o Resgate?





A progressão dos mundos

26 01 2010

 “O progresso é lei da natureza.

A essa lei todos os seres da criação, animados e inanimados, foram submetidos pela bondade de deus, que quer que tudo se engrandeça e prospere. 

A própria destruição, que aos homens parece o termo final de todas as coisas, é apenas um meio de se chegar, pela transformação, a um estado mais perfeito, visto que tudo morre para renascer e nada sofre o aniquilamento.(…)

Segundo aquela lei, este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao que hoje se acha e se alçará sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado. 

Ele há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expiatório, mudar-se-á em planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos, porque nele imperará a lei de Deus.

Santo Agostinho (Paris, 1862)

Segundo lendas ancestrais, que a cada momento se tornam mais passíveis de comprovação, a origem das raças na Terra, ocorreu na Lemúria, situada à altura do atual Oceano Pacífico, há 50.000 anos atrás.

Durante bilhões de anos, o complexo pastoso e efervescente que formou a capa externa da Terra, começou a solidificar-se. 

O primeiro elemento sólido e rochoso emergiu da periferia terrestre, até então formada de lavas quentíssimas e gelatinosas, vindo a constituir o continente primordial do nosso planeta, a Lemúria, a Terra de Mú.

Até essa época cósmica, só havia na Terra, a vida mineral, a única capaz de resistir às duras condições climáticas de nosso globo, ainda em formação geológica. 

Laboratório de matéria ignescentes, as descargas elétricas, em proporções jamais vistas da Humanidade, despertam estranhas comoções no grande organismo planetário, cuja formação se processa nas oficinas do Infinito. 

Ao passar do tempo, há condensação dos vapores, a formação da crosta, oceanos e cortina de ozônio.

A água tépida com a luz solar filtrada foi o berço da primeira vida organizada, o protoplasma e, com ele, o germe dos primeiros homens.

Após as últimas convulsões interiores, estabelecem os contornos geográficos do globo, surgindo, desse modo, as grandes extensões de terra firme, aptos a receber as sementes da vida. 

A Lemúria, segundo relatos ainda não completamente confirmados, foi palco de profundas transformações dessa vida mineral, presenciando ainda as mutações geológicas da crosta terrestre. 

Aos poucos, o magma foi se diferenciando em águas e rochas, enquanto a vida mineral evoluía para a vida vegetal, incubada nas quentes areias e rochas. Quando a separação definitiva das águas e terras se completou, a vida vegetal iniciou sua transformação em vida animal, nos mornos oceanos então surgidos.

Os primeiros crustáceos são seguidos pelos batráquios.  Nessa fase evolutiva do planeta, todo o globo se veste de vegetação luxuriante e prodigiosa, dando condições favoráveis aos animais de porte grande das eras primitivas.  O reino animal experimenta as mais estranhas transições no período terciário, sob as influências do meio, em face dos imperativos da lei de seleção natural.  Os primeiros antepassados do homem são algumas raças de antropóides. Estas e os ascendentes dos símios que ainda existem no mundo, tiveram a sua evolução em pontos convergentes, e daí os parentescos entre o organismo do homem moderno e o do chimpanzé da atualidade.

Os antropóides das cavernas espalharam-se, então, aos grupos, pela superfície do globo, no curso vagaroso dos séculos, sofrendo as influências do meio e formando as raças futuras em seus tipos diversificados. 

O homem primitivo assemelhava-se a um animal, porém já demonstrava uma certa aptidão para colocar-se de pé, na postura vertical.

Essa atitude capacitou-o a absorver pelo chakra da coroa (alto da cabeça), determinadas vibrações siderais, que terminaram por transformá-lo, após períodos cósmicos sem conta, no “homo-sapiens” dos nossos dias.

Os séculos correram e até que um dia as hostes do invisível operaram uma definitiva transição no corpo perispiritual pré-existente, dos homens primitivos. 

Surgem os primeiros selvagens de compleição melhorada, tendendo à elegância dos tempos do porvir, mas neles ainda não se haviam manifestado a emoção, nem a inteligência.

Surgiu nas terras lemurianas, o oHOMEM; sendo, portanto, Mú, o verdadeiro ventre cósmico onde se realizou a gestação desse pequeno deus, que é o ser humano. 

Hoje, não mais se ignora que os seres humanos, com sua forma crucífera que reflete a evolução através do sofrimento, resultam de estudos, observações e experimentos de longa duração, realizados por entidades espirituais, colaboradoras diretas na formação e no funcionamento regular e metódico da criação Divina.





Lemúria – a Terra de Mú

25 01 2010

Mú tornou-se um paraíso tropical e os lemurianos acreditavam que o sol era sua energia suprema. 

Acreditavam, também, que o sol de cada homem era localizado no seu “terceiro olho”, o olho invisível que estava sintonizado em suas visões interiores.  Eram livres de doenças, viviam até mais de cem anos, desenvolveram suas habilidades extra-sensoriais, através de 40.000 anos de prática e experimentação.  Com tantos séculos de evolução, os lemurianos eram mestres em telepatia, viagem extra-corpórea, telecinesia e teletransporte. Era uma sociedade matriarcal, vegetariana, voltada para a agricultura, vida ao ar livre, que trabalhava em harmonia com a natureza, usando pouca ou nenhuma tecnologia.  Usavam as ondas de alta-frequência, energia solar e a energia dos cristais de quartzo no seu dia-a-dia e rituais.

Durante milhares de anos, esse continente cumpriu sua nobre tarefa, completando o ciclo evolutivo do corpo etérico do homem, sede de sua emoção e sensibilidade, tornando-se necessário promover o desenvolvimento da mente e do intelecto, já potencial e embrionariamente existentes.

Eles possuíam corpos físicos, entretanto, com o desenvolvimento das percepções extra-sensoriais, preferiram permanecer quase que o tempo todo em estado latente, meditativo, fora do corpo, sem nunca terem, com isso, completado sua tarefa primordial que era a de desenvolver totalmente o corpo orgânico.  Eles falharam na tarefa de se tornarem humanos, aprendendo com seus erros e vivendo no mundo físico.

Os sábios e profetas de Mú, começaram a se conscientizar de que alguma coisa estava para acontecer.  A Terra ia passar por um momento dramático, um cataclisma, uma inundação.  Era muito importante que o conhecimento dos lemurianos fosse preservado.  Então, por 2.000 anos, eles se prepararam para o tal acontecimento.  Eles passaram seus conhecimentos para todos os que podiam recebê-los, de forma que dificilmente fossem esquecidos.

Eles também começaram a desenhar mapas detalhados de todos os túneis subterrâneos que existiam no planeta, e planejaram descer a esses túneis quando fosse a hora certa, o que aconteceu aproximadamente um ano antes da Grande Inundação. 

Estima-se que 64 milhões de almas tenham perecido quanto o continente afundou. As ilhas do Pacífico são os vestígios dessa terra perdida. 

Seu povo sobrevivente, entre os que mais tinham conhecimento de seus corpos físicos, quando as águas baixaram, voltaram à superfície e encontraram suas terras divididas em várias partes. 

Voltaram a se organizar e a colonizar os novos continentes, formando a única raça realmente terrestre, a Raça Vermelha, os atuais os índios norte-americanos, seres fortes, de estatura elevada, testa recuada e imberbes, passando seus registros sagrados por tradição oral, até os dias de hoje.





Capela – os Exilados

23 01 2010

Com o passar dos tempos, vieram se juntar aos Atlantes e Lemurianos, povos vindos de Capela, uma estrela alfa amarela, gasosa, da Constelação de Cocheiro, inúmeras vezes maior que o nosso Sol, deste distante 45 anos-luz, e que guardava muitas afinidades com a Terra. 

Por conta de problemas de superpopulação, seres reincidentes no mal, pouco evoluídos, rebeldes, com religiosidade arcaica, conhecimentos de magia negra, vieram e se misturaram com os nativos mais evoluídos, originando a Raça Negra, que formou, posteriormente, o povo Egípcio.

Quase todos os mundos que lhe são dependentes já se purificaram física e moralmente, examinadas as condições de atraso moral da Terra, onde os homens marcham um contra os outros, desconhecendo os mais ínfimos princípios de fraternidade e pouco realizando em favor da extinção do egoísmo, da vaidade, do seu orgulho. 

A humanidade daquele mundo havia atingido um nível de desenvolvimento científico-tecnológico, raramente visto no universo. 

Mas alguns milhões de espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes.

Mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade, que fizera juiz à concórdia perpétua, para a edificação dos seus elevados trabalhos. 

Deliberaram, então, se encaminhar aqui para a  Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores.

Espíritos exilados na Terra, foi assim que o planeta recebeu, àquela turba de seres sofredores e infelizes. 

Aqueles seres deixavam atrás de si todo um mundo evoluído e foram exilados.  Reencarnariam no seio das raças ignorantes e primitivas, para lembrarem o paraíso perdido nos firmamentos distantes.

Essas entidades exiladas, em sua maioria, estabeleceram-se na Ásia, de onde atravessaram o istmo de Suez para a África, na região do Egito, encaminhando-se igualmente para a longínqua Atlântida. 

Grande percentagem daqueles espíritos rebeldes, com muitas exceções, só puderam voltar ao planeta da luz e da verdade depois de muitos séculos de sofrimentos expiatórios; outros, porém, infelizes e retrógrados, permanecem ainda na Terra, nos dias que correm, contrariando a regra geral, em virtude do seus elevados débitos.

As raças adâmicas guardavam vaga lembrança da sua situação pregressa, tecendo o hino sagrado das reminiscências.

As tradições do paraíso perdido passaram de gerações a gerações, até que ficassem arquivadas nas páginas dos livros sagrados. 

Aqueles seres decaídos e degradados, à maneira de suas vidas passadas no mundo distante da Capela, com o transcurso dos anos, reuniram-se em três grandes grupos que se fixaram depois nos povos mais antigos, obedecendo às afinidades sentimentais e lingüísticas que os associavam na constelação do Cocheiro.

Unidos, novamente, na esteira do tempo, formaram desse modo, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia. 

Esses três grupos de degredados formaram os pródromos de toda a organização das civilizações futuras, introduzindo os mais largos benefícios no seio da raças que já existiam.

Dentre os espíritos degredados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacavam na prática do Bem e no culto da Verdade.  Em razão dos seus elevados patrimônios morais, guardaram no íntimo uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante.

Um único desejo os animava, que era trabalhar devotadamente para regressar, um dia, aos seus penates resplandecentes. Uma saudade torturante do céu foi a base de todas as suas organizações religiosas.

Em nenhuma civilização da Terra o culto da morte foi tão altamente desenvolvido. Em todos os corações morava a ansiedade de voltar ao orbe distante, ao qual se sentiam presos pelos mais santos afetos. 

Foi por esse motivo que, representando uma das mais belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre do plano tangível do planeta. Depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.